Introdução
Reutilizar com Arte e Economia
O que você tem feito pelo Meio Ambiente? È engraçado
como as pessoas se julgam incapazes de promover ações em prol
do Meio Ambiente. Mesmo com as inúmeras campanhas alertando sobre
a urgência em cuidar do planeta, muitos ainda chegam a dizer que ambiente
é assunto para ambientalistas, ecologistas, menos para eles. Mas,
se o homem é parte da natureza e não somente um elemento da
sociedade, o que faz pensar que não precisa se preocupar com o meio
em que está inserido?
Podemos afirmar que o avanço da era industrial seja um dos responsáveis
por essa formação de pensamento e o homem, na sua ignorância,
julgou que seria capaz de viver sem se preocupar com os recursos naturais.
Hoje a situação se inverte. Mais do que nunca sabemos como
é necessária a preservação para continuarmos
existindo. E quem nos diz isso é a própria natureza.
Basta observarmos os fenômenos, acontecendo com maior freqüência,
como resposta ao abuso do homem na exploração desenfreada
dos recursos. Agora, para reverter essa situação (que nem
temos certeza se é reversível) cabe a cada um de nós
trabalhar para preservar o que nós resta.
Todos somos capazes de fazê-lo e a melhor forma para isso, é
começando pelo que é mais acessível como, por exemplo,
a nossa casa. Vamos cuidar dela , como se fosse todo o planeta. Cuide para
que não haja desperdícios: economia é a palavra-chave
e um bom inicio para quem deseja promover grandes mudanças. Por isso,
não gaste água desnecessariamente e nem energia elétrica,
não deixe luzes acesas ou aparelhos eletrônicos ligados. Outra
forma de preservar o meio ambiente é participando da coleta seletiva.
Se o seu município ainda não possui, não importa: faça
você a sua parte! Lembre-se que pequenas ações são
responsáveis por grandes mudanças. Agindo dessa forma, você
contribui para a realização de 50% do trabalho. Aos poucos,
os municípios que ainda não possuem ações para
a coleta seletiva, começam a perceber essa necessidade.
A reutilização do lixo:
Todo lixo que se apresenta misturado parece não ter nenhuma utilidade,
mas se nós o separamos ele poderá trazer lucros e benefícios
para nós e para o meio ambiente. O processo de separação
e recolhimento do lixo denomina-se COLETA SELETIVA. A separação
do lixo pode ser feita em casa, nos locais de trabalho ou nas estações
de coleta seletiva.
Você faz a separação do lixo na sua casa? Podemos
separar os resíduos em:
• Reutilizáveis;
• Recicláveis;
• Rejeitos.
Reutilizáveis:
São embalagens como caixas ou sacolas plásticas que podem
ser reutilizadas, roupas, calçados, móveis, utensílios
domésticos ou outros que possam ter, ainda, utilidade.
Recicláveis:
Reciclagem são técnicas de reaproveitamento de uma parte
do lixo, que começa a ser vista como uma de suas destinações
mais adequadas.
O que pode ser reciclado?
Papel, papelão, plástico, vidro, alumínio, latas,
metais e restos de alimentos. A principal vantagem da reciclagem é
a economia dos recursos naturais e de energia e a diminuição
do lixo e da poluição.
Rejeitos:
Refere-se ao tratamento dado aos diversos tipos de lixo gerados nos ambientes
dos estabelecimentos de saúde, ou seja, se há separação
do lixo de maneira organizada e seletiva, como:
Coleta seletiva de rejeitos perfurocortantes (seringas, agulhas, frascos
utilizados para exames)
Coleta seletiva de lixo contaminado (ataduras e curativos)
Coleta seletiva re rejeitos radioativos (pilhas e baterias)
Coleta seletiva de resíduos químicos (reagentes e medicamentos)
Coleta seletiva de resíduos biológicos (cultura, tecidos
e órgãos)
Essas iniciativas visam disseminar a importância da preservação
da natureza para o futuro do planeta e conquistar as crianças e
os jovens como aliados na promoção de atitudes ambientalmente
afirmativas que devem começar dentro de casa. As escolas precisam
abraçar essa causa com grande dedicação.
Capítulo II – O Papel
2.1 – A História do Papel
Hoje em dia, praticamente qualquer árvore pode ser utilizada para
produzir a celulose. E a presença do papel no nosso dia-a-dia é
tão marcante que seria impossível imaginar a vida sem ele.
Mas nem sempre foi assim. Antes da invenção do papel, o
homem teve que usar muita criatividade para se expressar por meio da escrita.
Na índia, por exemplo, eram utilizadas folhas de palmeiras. Os
esquimós usavam ossos de baleia e dente de foca. Na China, os livros
eram feitos com conchas e cascos de tartaruga.
Tudo começou a mudar quando os egípcios inventaram o papiro
e o pergaminho, por volta de 2200 a. C. Por sinal, a palavra papel é
originária do latim papyrus, nome dado a um vegetal da família
Cepareas, uma planta aquática existente no delta do Nilo. O mais
interessante é que os egípcios consideravam essa planta
sagrada, porque sua flor lembrava os raios do Sol. Divindade máxima
para esse povo.
Produção
artesanal
O processo de produção do papiro é relativamente
simples. Primeiro, corta-se o miolo do talo da planta em finas lâminas.
Depois de secas em um pano, as lâminas são mergulhadas em
água com vinagre, onde permanecem por seis dias para eliminar o
açúcar. Novamente secas, elas são colocadas em fileiras
horizontais e verticais, umas sobre as outras. Na seqüência,
esse material é colocado entre dois pedaços de tecido de
algodão e vai para uma prensa por mais seis dias. Com o peso, as
finas lâminas se misturam e formam um pedaço de papel amarelado,
pronto para ser usado.
Na verdade, o pergaminho era muito mais resistente, pois se tratava de
pele de animal, geralmente carneiro, bezerro ou cabra, e tinha um custo
muito elevado. Muito da história do Egito foi transmitida pelos
rolos de papiro encontrados nos túmulos dos nobres faraós.
O mais incrível é que, apesar de sua aparente fragilidade,
milhares desses documentos chegaram legíveis e em bom estado até
os dias de hoje.
Mas o papel tal como o conhecemos hoje, teve origem na China: misturando
cascas de árvores e trapos de tecidos. Depois de molhados, eram
batidos até formarem uma pasta. Esta pasta, depositada em peneiras
para escorrer a água, depois de seca tornava-se uma folha de papel.
Ainda hoje os trapos de algodão e linho são utilizados por
alguns países na fabricação de papeis resistentes,
como o papel-moeda.
Os árabes assimilaram a técnica e a espalharam na Península
Ibérica, quando a conquistaram (aproximadamente 1300) Os demais
países europeus só a conheceram por volta dos séculos
XIII e XIV.
Graças ao trabalho de copiar manuscritos, na Idade Média,
em formas artesanais de papel, foi possível conservar os mais importantes
registros da história da humanidade até então. Com
a invenção da “imprensa”, permitindo a impressão
por linotipos em papel, a disseminação da informação
passou a ser muito mais veloz e acessível a todos, e a Revolução
Industrial impulsionou ainda mais essas mudanças; hoje o papel
talvez seja o produto mais corriqueiro.
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